quinta-feira, 24 de março de 2016

Comer em Banguecoque

Partilho convosco o prazer de ter visitado Chiang Mai, na Tailândia, onde a diferença horária, cultural, meteorológica e gastronómica apimentam o roteiro.

Depois de um pouco mais de 10 horas de viagem até Banguecoque, que curiosamente, não custa assim tanto porque podemos dormir, ver filmes, ver séries... comer, dormir, ver filmes, ver séries... ainda fiz mais 1 hora de viagem até Chiang Mai.

Lá sim nos apercebemos do que é comida picante e bem temperada e encontramos paladares bastante crocantes. :)

Hotel Resort Chiang Mai, onde fiquei, localiza-se numa rua onde, de um lado, há um restaurante e, do outro, as célebres lojas de massagens tailandesas. Estes espaços estão espalhados pela cidade, porta sim, porta não, e os preços vão variando consoante o espaço e o ambiente.

Não se deixem enganar pelo nome pomposo do hotel. Sim, é bonito mas não é caro. 
O único problema de visitar estes países longínquos é chegar até lá, porque o nível de vida é bastante barato. Barato e culturalmente diferente. As ruas são muito sujas, as pessoas vestem-se com simplicidade e são genuinamente simpáticas. Dei por mim a almoçar num restaurante e um rato passar aos meus pés. Continuei a comer...  

Pequeno-almoço

Neste hotel, há quatro menus para o pequeno-almoço, que escolhemos assim que fazemos o chek-in, bem como a hora a que queremos comer. Sim, porque levam-nos o pequeno-almoço ao terraço do quarto. É estranho, mas sabe bem acordar, ter a piscina a piscar-nos o olho e um pequeno-almoço colorido na mesa do lado de fora das janelas compridas.

Há panquecas e sumo de laranja, croissants com doce e manteiga, chá e café, mas também nos enchem um tabuleiro com iguarias da região: uma espécie de canja, fruta da época e umas coisas esponjozas que não fiquei fã. Mas esta refeição enche-nos a barriga para uma caminhada pela montanha, o lugar mais fresquinho para estar. 

Visitei Chiang Mai em Novembro, onde as temperaturas oscilam entre os 35º C e os 40º C e há muita, muita humidade. Deixo-vos um conselho: aluguem uma mota. O trânsito é caótico e, quando faz muito calor, a melhor forma de chegar a algum lado e apanhar ar é em movimento.

As outras refeições

Pelas ruas, quer seja dia, quer seja noite há bancas a vender comida. E as melhores comidas são mesmo desses sítios.
Depois de acomodada e de uma merecida sesta, o passeio pela parte de dentro das muralhas de Chiang Mai levou-me ao picante. Infelizmente, não tenho registo das refeições, mas o sabor do frango com legumes era maravilhoso. 
De resto, a comida foi aquilo que mais me surpreendeu. (e o calor!) Tal como nós, os tailandeses têm uma comida muito própria. Há países que não têm. 
Em Chiang Mai, os pratos são confeccionados especialmente para pôr à prova as nossas papilas gustativas. E quem tiver o paladar apurado vai saber do que falo. 

No tal restaurante, onde talvez sirvam partes de ratos misturadas no molho de soja, comi também bastante bem e provei dois tipos de arroz branco, que são servidos dentro de um plástico numas cestas de verga. Há, então, o arroz branco solto, semelhante ao nosso, mas aquele de que mais gostei foi o arroz branco em goma, que dá para ser comida à mão. Aliás, muito da comida tailandesa pode e deve ser comida com as mãos, ganha mais sabor e, no final do dia sob um calor de doidos, já ninguém tem paciência para pegar em talheres.

Já fora de horas, porque já passava da hora de almoço, chegaram à mesa uma espécie de farinheira, que eu confesso não saber o que lá vinha dentro, caril de frango (picante, claro), lentilhas e legumes cozidos que vêm, quase sempre, acompanhados por um molho provavelmente com tomate e muitas especiarias. Havia também frango frito que se acompanhava de dois molhos, um picante e outro mais agridoce. 
Aqui e ali vemos verduras, mas servem mais como decoração dos pratos do que para comer. 

Já em Banguecoque, onde há comida mais turística, recordo-me de comer umas ameijoas com molho demasiado intenso para o meu paladar ocidental. Experimentei também a sopa picante e, claro, água, muita água! 
Agora aquilo que, pelos vistos não é típico em lado nenhum da Tailândia, mas os turistas adoram: escorpiões. Infelizmente, o vídeo que comprovava esse momento alto da minha viagem perdeu-se e fica apenas o meu relato.
Penso (espero) que põem um molho qualquer por cima do animal, depois de assado. No fundo, não sabe a nada a não ser à brilhantina por cima das camadas crocantes. Sim, é crocante e tem uma penugem que o cobre, que não lhe confere muito apetite. mas no fundo comer escorpião é a mesma coisa que comer fritongos.
A viagem continuou depois pela capital, onde os pratos rodaram à volta do mesmo.
Mas para além disso, o mundo asiático apresenta uma imensidão escolhas que aconselho vivamente!  












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